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terça-feira, 12 de março de 2013

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... você nem sabe como me dá uma vontade doida, doida de voltar. Mas não vou voltar.
Mais do que ninguém, você sabe perfeitamente que eu nunca mais posso voltar.



|Uma praizinha de areia bem clara, ali, na beira da Sanga|



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... não sei por que, a vontade de saltar continua. Mas eu resisto.



|Uma praizinha de areia bem clara, ali, na beira da Sanga|



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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

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Abandonado no meio do deserto como um santo que Deus largou em plena penitência
- e só sabia perguntar por que, por que, por que, meu Deus, me abandonaste?
Nunca ouvi a resposta.



(Sem Ana, sem blues)


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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

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... vacilava tanto nos últimos tempos, desde que desaprendera a ficar em pé,
ou desinteressara-se disso, concentrada na aprendizagem de outros equilíbrios mais delicados.



(A outra voz)


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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

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As pessoas ocasionais e os apartamentos alugados, foram feitas para serem abandonadas.



( O rapaz mais triste do mundo)



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domingo, 7 de agosto de 2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

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Um palpitar mais acelerado no coração,
miúdas gotas de suor na palma das mãos - breve susto na alma.



(A outra voz)

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Vinha a certeza de que, de repente, bem normal, alguém diria telefone-para-você
e do outro lado da linha aquela voz conhecida diria sinto-falta-quero-voltar.
Isso nunca aconteceu.



(Sem Ana, sem blues)

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

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Volta que eu te cuido e não te deixo morrer nunca.



(O destino desfolhou)

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quarta-feira, 2 de março de 2011


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Eu sei que fico em você, eu sei que marco você. Marco fundo.



(Dama da Noite)


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terça-feira, 1 de março de 2011


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Quando chega essa hora da noite eu me desencanto.
Viro outra vez aquilo que sou todo dia,
fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo:
uma criança assustada.


(Dama da Noite)

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domingo, 20 de fevereiro de 2011

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Aquele momento exato é o momento-quando, não o momento-depois,
e no momento-quando não acontece nada dentro dele, somente a ausência.



(Sem Ana, sem blues)

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011



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Não sabia que ia perdê-lo, não sabia sequer que iria encontrá-lo.


De qualquer forma, poderia tê-lo amado muito.
E amar muito, quando é permitido, deveria modificar uma vida.



(Saudades de Audrey Hepburn)


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terça-feira, 23 de novembro de 2010

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Estou te escrevendo, depois de tanto tempo...




Também para deter aquela vontade de saltar pela janela
e acabar de vez com esta saudade.



(Caio F. Abreu)
(Uma praiazinha de areia bem clara, ali, na beira da Sanga)

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Quando você sente saudade demais de uma pessoa, então começa a vê-la nas outras,
em todos os lugares, de costas, por um jeito de andar, de sorrir ou virar a cabeça de lado.
(...)

E não era apenas uma vontade de ver você que te trazia de volta,
era você mesmo,... Você exato, como você é ou foi

(...)
Como uma pessoa, mesmo por engano, nunca pode ser outra pessoa.






(Uma praiazinha de areia bem clara, ali, na beira da Sanga)

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domingo, 21 de novembro de 2010

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... passaram-se anos. Aqueles, em que se
perderam, sem terem chegado a se encontrar.


(Caio F. Abreu - Saudades de Audrey Hepburn)

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

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Te espio que nunca me percebes assim,
te devassando como se através de cada fiapo, de cada
poro, pudesse chegar a esse mais de dentro que me escondes...




e em tudo que me contas pensando, suponho,
que é teu jeito de dar-se a mim.



(Caio F. Abreu - A beira do mar aberto)

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

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Não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido,
que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar,
fingindo dormir, que tudo esta bem, os hematomas no plexo solar,
o coração rasgado, tudo bem.


(Mel e girassóis)

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

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Agora, agora vou ser feliz, pensava o tempo todo numa certeza histérica.



Agora agora agora vou ser feliz, eu repetia: agora agora agora...



(Caio F. Abreu - Os dragões não conhecem o paraíso)

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domingo, 5 de setembro de 2010



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Te espio que nunca me percebes assim,
te devassando como se através de cada fiapo, de cada
poro, pudesse chegar a esse mais de dentro que me escondes...


percebo farpado que te escondes ainda mais, como se te contando a mim
negasse que deliberado a possibilidade de te descobrir atrás e além de
tudo que me dizes.


... e em tudo que me contas pensando, suponho, que é teu jeito de dar-se a mim.


(Caio F. Abreu - À beira do mar aberto)

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