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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

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Não era evidente nem externo ou explícito o que padecia. E padecia?



(Porta-retrato)

(Fragmentos 8 histórias e 1 conto inédito)


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terça-feira, 23 de agosto de 2011

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Eu reaprendia e inventava sempre, sempre em direção a ele, para chegar inteiro,
os pedaços de mim todos misturados que ele disporia sem pressa,
como quem brinca com um quebra-cabeça
para formar que castelo, que bosque, que verme ou deus, eu não sabia.



(Além do ponto)


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sexta-feira, 8 de julho de 2011

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O olho dele posto em cima de mim, ducha morna distendendo meus músculos.


(Além do Ponto)

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

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A grande mentira que ele era, era verdade.
Ou: a mentira nele nunca fora fraude, mas essência.



(Porta-retrato)

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

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Eu precisava deter a vontade de voltar atrás ou ficar parado,
pois tem um ponto, eu descobria, em que você perde o comando das próprias pernas.



(Além do ponto)

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sábado, 2 de abril de 2011

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Perdi minha alegria, anoiteci,
roubaram minha esperança ...



(Os Sobreviventes)


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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

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Para minha querida amiga, Alice.



Que aconteça alguma coisa bem bonita para você,
te desejo uma fé enorme,
em qualquer coisa, não importa o quê.



(Caio F. Abreu - Os sobreviventes)


Feliz aniversário, amiga!

Amo você!

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

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Cada coisa era cada coisa e inteira, na união de todas as suas infinitas partes.
Mas e as sombras e os reflexos, esses que não se integravam em forma alguma,
onde ficavam guardados? Para onde ia a parte das coisas que não cabia na própria coisa?


(Caio F. Abreu - Sargento Garcia)

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010


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Dentro do que se podia tocar, escondido, vivia também
o que só era visível quando o olho ficava tão inundado de luz
que enxergava esse invisível no meio do tocável. Eu não sabia.



(Sargento Garcia)

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