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terça-feira, 26 de junho de 2012

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Alguém pergunta: “O que é que se diz quando se está precisando morrer?”
Eu não digo nada, é a minha resposta.



|Lixo e Purpurina|



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terça-feira, 29 de novembro de 2011

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Porque não suportava mais todas aquelas coisas por dentro
e ainda por cima o quase-amor e a confusão e o medo puro ...



(Depois de agosto)


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Estranho, mas é sempre como se houvesse por trás do livre arbítrio um roteiro fixo,
predeterminado, que não pode ser violado.
Um roteiro interno que nos diz exatamente o que devemos ou não fazer, e obedecemos sempre,
mesmo que nos empurre para aquilo que será aparentemente o pior.
O 'pior' às vezes é justamente o que deveria ser feito?


(Lixo e purpurina)


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terça-feira, 27 de setembro de 2011

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Quem sabe no fundo do lago alguma gruta.

Quem sabe no fundo da gruta alguma planta.

Quem sabe no fundo da planta alguma flor.

Quem sabe no fundo da flor alguma sede.

Quem sabe no fundo da sede algum lago.





(Mas apenas e antigamente guirlandas sobre o poço)


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segunda-feira, 11 de julho de 2011

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Daqui há pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo.



(Uma história confusa)


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domingo, 22 de maio de 2011

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Volta a pergunta maldita: terei realmente escolhido certo? E o que é o “certo”?
Digo que todo caminho é caminho, porque nenhum caminho é caminho.



(Lixo e Purpurina)

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

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Esperava um recado, carta, bilhete ou qualquer presença urgente do outro.


(Depois de agosto)

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

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Por trás do cartão postal imaginado, sol e palmeiras,
há um jeito brasileiro que me aterroriza. O deboche, a grossura, o preconceito.



(Lixo e purpurina)

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

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- Fico pensando que deve haver uma espécie assim de espírito do que eu estou escrevendo que sai pela janela,
eu deixo sempre a janela aberta quando escrevo para ele,
depois voa sobre os telhados e atravessa as ruas da cidade e as paredes para chegar até onde ele está, percebe?

- E o que você faz com as cartas que escreve?

- Guardo. A sete chaves. Um dia talvez possa entregá-las pessoalmente.



(Uma história confusa)

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domingo, 27 de fevereiro de 2011

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Janela aberta para o jardim cheio de rosas e trepadeiras,
um dia de primavera nítido.



(Lixo e purpurina)



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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

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Vem para que eu possa recuperar sorrisos...


para que meu coração não permaneça esse poço frio sem lua refletida.
Porque nada mais sou além de chamar você agora, porque tenho medo e estou sozinho.



(Lixo e Purpurina)

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011





Sem sentir fui sendo penetrado por um reino de escuridão,
teias, náusea, dor, maldição e luz.
Quis voltar, mas era muito tarde.



(Triângulo em cravo e flauta doce)

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

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Viver agora, tarefa dura.
De cada dia arrancar das coisas, com as unhas, uma modesta alegria;
em cada noite descobrir um motivo razoável para acordar amanhã.


(Red roses for a blue lady)

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

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Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa.
Ou não diga nada, mas chegue mais perto.
Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada...

Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor chegue mais perto.



(Caio F. Abreu - Uma história confusa)

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

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Sem artifícios, acordou na manhã seguinte.
Vazias, ela e a manhã.


(Caio F. Abreu - Onírico)

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terça-feira, 16 de novembro de 2010


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Tudo me conduziu para este here and now.
Tudo terá que ser claro. How can I tell you?


(Caio F. Abreu - Lixo e purpurina)

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

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Ando sentindo umas coisas que não entendo direito.
Não gosto de não entender o que sinto.
Não gosto de lidar com o que não conheço.


(Caio F. Abreu - Uma história confusa)

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sábado, 18 de setembro de 2010

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E se eu mudasse meu destino num passe de mágica?



(Caio F. Abreu - Lixo e purpurina)

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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

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Se eu não conseguir mais ficar dentro de mim mesmo eu vou ficar muito sozinho,
porque não estou acostumado a ficar fora de mim mesmo,
isso eu não sei se os senhores compreendem, porque nem eu compreendo direito.



(Red roses for a blue lady)

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sábado, 28 de agosto de 2010


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Mas qualquer coisa me obrigava a permanecer...



(Triângulo em cravo e flauta doce)

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