E se a saudade bater, escreva uma carta que pode ser cheia de queixas, ou cheia de sol.
Será bem-vinda.
Te gosto sempre.
Um beijo
Caio
|Carta a José Márcio Penido|
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domingo, 7 de outubro de 2012
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Não sei se será possível a gente escolher as próprias verdades,
elas mudam tanto. Não só por isso, nossas verdades
quase nunca são iguais às dos outros, e é isso que gera o que chamamos
de solidão, desencontro, incomunicabilidade.
|Limite Branco|
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
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Ah Deus, que os humanos vão guardando dentro de si tudo e todos que se perdem o tempo todo sem parar, e pode doer, pode doer, eu aviso, mas não deve, não, não deve: te digo que é assim que as coisas são e o fugaz delas é a sua eternidade - não no real, mas na memória de quem lembra.
|Sim, que seja este o porto|
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
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Deve ter algum processo em andamento dentro de mim, querendo explodir de alguma forma.
Ou esse desgosto é já um jeito de ser? Se for assim, não quero acostumar.
|A José Márcio Penido|
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
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Oh Deus, que sereno inferno esse de lembrar o bom de antes
quando nem sabíamos que acharíamos bom um dia.
E seria? Cuidado, o Tempo mascara o duro.
|Sim, que seja este o porto|
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
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O essencial sempre fica no fundo, esmagado pela superficialidade.
|Limite Branco|
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
|Zero Grau de Libra|
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
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Agora já não há dor nenhuma em lembranças de emoções como partidas, quartos vazios, separações. Não tenho mais emoção alguma. sou só um corpo dotado de movimentos ...
Tem coisas da gente que não são defeito nem erro: são só jeito da gente ser. O negócio é acostumar com isso e não sofrer.
|Caio Fernando Abreu - Pedra Rolante - Capricho 1987|
|*via grupo Caio F.|
|Copiado do mural do face da amiga Cibele Bacellar|
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quarta-feira, 27 de junho de 2012
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Dancei, dancei: eu estava tão claro que algumas pessoas que nunca tinham falado comigo vieram conversar. Eu estava entendendo tanto todas as coisas, e tudo principalmente que é de dentro das pessoas - assim como uma piedade amorosa, uma piedade cúmplice e também parceira de pequenas dores (ou grandes talvez), procuras, tentativas, quedas, quebras.